Prefácio do livro: A Fraude do Aquecimento Global

Neste livro [«A Fraude do Aquecimento Global», da autoria de Geraldo Luís Lino], o leitor encontrará os conceitos básicos para o entendimento do aquecimento global e como este fenômeno natural foi transformado em uma falsa emergência mundial – o que não se sustenta, em face das evidências científicas e das urgências reais que afligem a humanidade. O clima da Terra é um sistema muito complexo e que tem variado naturalmente ao longo de sua existência, forçado por agentes, quer externos – como oscilações das atividades solar e vulcânica, dos parâmetros orbitais terrestres e até de raios cósmicos galácticos – quer internos – como as variações das temperaturas da superfície dos oceanos e da cobertura de nuvens. O clima não está e jamais esteve em equilíbrio, estático.

História climática

O registro arqueológico e histórico apresenta evidências de que civilizações se desenvolveram e prosperaram durante os períodos quentes, os “ótimos climáticos”, sendo os períodos frios comumente caracterizados por fome, doenças e guerras. O Ótimo Climático Romano, ocorrido entre 400 a/C e 200 d/C, permitiu o florescimento das civilizações grega, persa e romana. O clima voltou a se resfriar durante os 600 anos seguintes – período que foi denominado “Eras Negras”.

Entre cerca de 800 e 1250, no chamado Ótimo Climático Medieval, as temperaturas mais altas permitiram aos nórdicos (vikings) colonizar as regiões do norte do Canadá e o sul de uma ilha por eles denominada Groenlândia (Terra Verde), hoje coberta de gelo.

Entre 1350 e 1920, o clima se resfriou novamente, chegando a temperaturas de até cerca de 2°C inferiores às de hoje. Este período foi descrito na literatura como a Pequena Era Glacial ou Pequena Idade do Gelo (PIG), tendo o clima frio causado grandes transtornos sociais e econômicos, particularmente na Europa Ocidental. Após 1920, o clima começou a se aquecer, lentamente, e as temperaturas se elevaram.

O aquecimento não é fato novo

Portanto, não há dúvidas que ocorreu um aquecimento global nos últimos 100 anos, uma recuperação da Pequena Idade do Gelo. No entanto, há um movimento muito forte, com apoio de governos e da mídia, afirmando que esse aquecimento foi provocado pelo homem, por meio da queima de combustíveis fósseis: petróleo, gás natural e carvão mineral.

Entre 1925 e 1946, ocorreu um aumento de 0,4°C na temperatura média global, o qual corresponde a 70% do aquecimento até os dias de hoje – mas sua causa principal foi o aumento da atividade solar, a mais intensa em 300 anos de registros instrumentais, e o aumento da transmissividade (transparência) atmosférica, devido à redução das atividades vulcânicas no período. É importante ressaltar que, ao final da Segunda Guerra Mundial, o homem lançava na atmosfera menos de 10% do carbono emitido atualmente e, portanto, não há como responsabilizar os gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono (C02) e o metano (CH4), por aquele aumento de temperaturas.

O que aconteceu nos oceanos

No mesmo período, o Ártico apresentou um aumento de temperatura de 4°C, com registros de derretimento da área do gelo flutuante que superaram os registrados em 2007. E suas temperaturas atuais ainda são inferiores àquelas do início da década de 1940. Entre 1947-1976, apesar de ter havido um crescimento acelerado na economia global, com maior geração de energia elétrica e emissões de GEE – ao contrário do que propala a teoria do aquecimento global antropogênico (AGA) – ocorreu um ligeiro resfriamento global, cerca de -0,2°C, possivelmente devido ao resfriamento das águas do oceano Pacífico, na fase fria da chamada Oscilação Decadal do Pacífico (ODP). Esta hipótese está bem fundamentada, pois o oceano Pacífico ocupa 35% da superfície terrestre e a atmosfera é aquecida por baixo, em contato com a superfície.

No início da década de 1970, o “consenso científico” afirmava que uma nova era glacial era iminente. Entretanto, por razões desconhecidas, o Pacífico se aqueceu bruscamente em meados de 1976 e as temperaturas voltaram a subir. Começou-se a falar, então, de um aquecimento global, só que, desta vez, ele estaria sendo provocado pelas emissões antropogênicas de gases de efeito estufa.

Surge o IPCC e o aquecimento global de hoje

Em 1988, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), organismo das Nações Unidas, foi criado para ser o grande propagador do aquecimento global antropogênico, que adquiriu contornos de uma crença fundamentada em dogmas, “achismos” e projeções – elaboradas através de rudimentares modelos matemáticos de simulação do clima global e baseadas em cenários hipotéticos totalmente desprovidos de bases científicas sólidas.

No livro, são mostrados alguns exemplos de como dados observados, análises e argumentos científicos associados, são deturpados para, por intermédio da mídia, manter a sociedade crente de que tais ameaças são reais – que a subida do nível dos mares ameaçará ilhas e regiões costeiras e que eventos atmosféricos extremos serão mais severos do que anteriormente.

O aquecimento global, agora, eufemisticamente, chamado de “mudanças climáticas” ou “mudanças globais” – pois as temperaturas estão diminuindo na última década – deixou de ser um tema científico e passou a ser uma plataforma político-econômica, ou seja, uma fraude para a implantação de uma nova ordem global, de possíveis estruturas globalizadas de “governança” mundial.

Os autores da farsa e o “buraco” na camada de ozônio

No Capítulo 4, o autor descreve com clareza os personagens e as artimanhas utilizadas para a implantação e manutenção do cenário do aquecimento global antropogênico, desde os seus primórdios até os dias atuais.

Percebe-se que o aquecimento global antropogênico segue a mesma “receita”, aplicada pelos mesmos mentores e atores, utilizada no caso da “destruição” da camada de ozônio e seu “buraco” na Antártica. Tal destruição foi atribuída aos clorofluorcarbonos (CFCs), excelentes gases de refrigeração, cujo malefício maior foi o de não pagarem mais direitos de propriedade (royalties) aos seus grandes fabricantes multinacionais, sendo as suas patentes, portanto, já de domínio público.

Os “protocolos”

Como na farsa do aquecimento global antropogênico, foram realizadas inúmeras reuniões científicas para “confirmar” a destruição da camada de ozônio pelos CFCs, após as quais surgiu o Protocolo de Montreal, em 1987.

Diferentemente do Protocolo de Kyoto (1997), os países subdesenvolvidos foram obrigados a assiná-Io, sob pena de sanções comerciais e econômicas, e os CFCs foram eliminados com esse ritual. E com direito a um Prêmio Nobel de Química, em 1995, para Mario Molina, F. Sherwood Rowland e Paul Crutzen, que sugeriram que os CFCs destruíam o ozônio, baseados em reações químicas obtidas em laboratórios, em condições totalmente distintas das que ocorrem na alta estratosfera, a 40-50 km acima da superfície terrestre (talvez não seja coincidência que o Prêmio Nobel da Paz de 2007 tenha sido partilhado entre AI Gore e o IPCC, ambos expressões eminentes da seita do aquecimento global antropogênico).

Influência solar

Ora, as concentrações do ozônio estratosférico são controladas pelos fluxos de radiação ultravioleta (UV) produzida pelo Sol, de tal modo que, quanto mais ativo estiver o astro (com maior número de manchas solares), maior será o fluxo de radiação ultravioleta. O Sol atingiu um máximo do Ciclo de Gleissberg – ciclo solar de aproximadamente 90 anos – no Ano Geofísico Internacional (1957-1958), no qual as concentrações de ozônio, consequentemente, atingiram seus máximos valores e foi a partir daí que as medidas de ozônio estratosférico se tornaram mais comuns e com maior cobertura espacial. Com o declínio da atividade solar, o fluxo de radiação ultravioleta se reduziu, acarretando a diminuição da formação de ozônio na alta estratosfera e reduzindo as suas concentrações na camada. Este fato foi aproveitado pela máfia ambientalista, que, por ignorância científica ou ação deliberada, condenou os CFCs pela “destruição” do ozônio. O tempo mostrou que o maior beneficiado por essa eliminação foi um oligopólio formado pelos fabricantes de seus substitutos, que, por coincidência, têm suas sedes nos países que compõem o G-7 e lá pagam impostos sobre seus lucros. Ou seja, uma manobra neocolonialista sob um disfarce “verde”.

Os objetivos da fraude

Porém, na fraude do aquecimento global antropogênico, o objetivo é muito mais amplo, pois impõe a “descarbonização” global, ou seja, a redução do uso de combustíveis fósseis, que formam a base da matriz energética do mundo. Reduzir as emissões de carbono significa reduzir a geração de energia elétrica – a mola propulsora do desenvolvimento e do bem-estar social – e condenar os países subdesenvolvidos à pobreza eterna e aos baixos índices de desenvolvimento humano (IDH). Ou seja, uma nova roupagem da velha teoria malthusiana, travestida de uma preocupação ambiental – um “ecomalthusianismo”.

O autor mostra, ainda, que esses fatos podem estar ligados a uma nova ordem social, pela qual haveria um monitoramento de emissões globalizado – uma “Gestapo Verde” supranacional – com propostas para a implementação de um sistema internacional de limitação e controle coercitivo das emissões de carbono para cada país, estabelecendo a “produtividade de carbono” como fator determinante do desenvolvimento socioeconômico e o progresso da humanidade. As quotas ou créditos de carbono (cap-and-trade) são apenas uma nova moeda de troca e não há preocupação ambiental alguma relacionada com sua criação e seu uso.

De nada adiantarão as medidas propostas

Reduzir as emissões humanas de carbono em 5% ou 50% (0,3 ou 3 gigatoneladas/ano) de nada adiantará, uma vez que as fontes naturais somam 200 Gt/ano, com uma incerteza que é de cerca de 40 Gt/ano, ou seja, cerca de 30 vezes superior ao maior percentual citado. As concentrações de CO2 já foram mais altas que as atuais no passado e não provocaram catástrofes no mundo.

O CO2 não é um poluente, é o gás da vida! O homem e os animais não produzem os alimentos que consomem; quem o faz são as plantas, que retiram CO2 da atmosfera e, em presença de luz e de água, sintetizam o carbono, transformando-o em açúcares, amidos e fibras. Por outro lado, experimentos agronômicos, feitos com o dobro de CO2 na atmosfera, mostraram que a produtividade dos cereais aumentou, em média, entre 30% e 50%, indicando que o aumento de CO2 é benéfico para a humanidade.

O CO2 não é o vilão

Finalmente, já é fato comprovado que o CO2 não controla as temperaturas globais. Como foi dito, o clima da Terra é complexo e – sem exagero – depende de tudo o que ocorre no planeta e no Universo. O Sol está entrando em um novo mínimo do Ciclo de Gleissberg, no qual estará com baixa atividade nas próximas duas décadas.

Em adição, observações mostraram que os oceanos (em particular o oceano Pacífico), que são os principais controladores do clima global, ao lado do Sol, estão se esfriando.

Portanto, nos próximos 20-25 anos, é muito mais provável que o clima global vá esfriar, como ocorreu entre 1947-1976, em vez de se aquecer. É possível, pois, que a fraude do aquecimento global esteja com os dias contados.

Luiz Carlos Baldicero Molion

Luiz Carlos Baldicero Molion é Doutor em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin, Madison (EUA) e pós-doutor em Hidrologia de Florestas pelo Instituto de Hidrologia de Wallingford (Reino Unido). Professor associado da Universidade Federal de Alagoas, professor visitante da Western Michigan University (EUA) e professor de pós-graduação da Universidade de Évora (Portugal).

Maiores informações, consultar o site do Professor Molion em http://www.molion.com.br (não sei se este site ainda está no ar).

Créditos: O presente texto é o Prefácio do livro «A Fraude do Aquecimento Global», de Geraldo Luís Lino, editado pela Capax Dei Editora Ltda., RJ (Rua México, 31, sala 202, Centro, Rio de Janeiro, RJ; CEP 20031-144), onde pode ser encontrado. E-mail: capax@terra.com.br. Introduzi subtítulos no texto para facilitar a leitura do mesmo.

Os livros a ler são: «A Fraude do Aquecimento Global», de Geraldo Luís Lino (Capax Dei Editora Ltda., RJ);  «A Fraude do Efeito-Estufa», de Kurt G. Blüchel (Publishing House Lobmaier, SP); e «Aquecimento Global?», de Shigenori Maruyama (Oficina de Textos, SP).

Fonte: http://blogdoambientalismo.com/molion-prefacio-do-livro-%C2%ABa-fraude-do-aquecimento-global%C2%BB/

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