Projeto inteligente ou design inteligente versus Darwin

Desenho artístico mostrando a complexidade do "motor" do flagelo de uma bactériaProjeto inteligente ou design inteligente é a tradução do termo inglês intelligent design, corrente de pensamento que busca contestar as ideias evolucionistas e criacionistas em relação ao surgimento da vida na Terra.

A base do ideal dessa corrente “científica” é a afirmação de que a diversidade biológica não se deu evolutivamente, mas sim por interferência de uma inteligência superior, não reportando essa ação a Deus ou a seres extraterrestres.

No Brasil, a tradução do livro A Caixa Preta de Darwin – O Desafio da Bioquimica à Teoria da Evolução do autor Michael J. Behe, constitui um importante meio de informar aos interessados sobre as ideias do Desing Inteligente.

Michael J. Behe, professor de bioquímica em Lehigh University disse certa vez que o flagelo de certas bactérias, como o da E. coli, que permite que elas se locomovam, é uma estrutura complexa demais a ponto de ser improvável que tenha evoluído naturalmente e gradativamente. A intrincada combinação de proteínas que formam este motor funciona apenas se todas as “peças” estiverem presentes e no seu devido lugar. Remova apenas um elemento qualquer e o flagelo perde sua funcionalidade.

O próprio Darwin já admitia:
“Se pudesse ser demonstrada a existência de qualquer órgão complexo que não poderia ter sido formado por numerosas, sucessivas e ligeiras modificações, minha teoria desmoronaria por completo.” (Darwin, C. R., Origem das Espécies, p.161).

Behe chamava isto de “complexidade irredutível”. Ele clama que algum tipo de “agente inteligente” teria que ter projetado aquela estrutura. Esta sua teoria foi repetidamente rejeitada pela comunidade científica, além do fato de que sua própria universidade emitiu uma nota oficial condenando a visão de design inteligente de Behe.

Abaixo, temos a Escherichia coli (E. coli) vista sob o microscópio eletrônico. Observe os flagelos que elas possuem em uma de suas extremidades. O flagelo promove sua locomoção, habilidade que aumentou suas chances de sobrevivência.

Escherichia coli (bactéria E. coli) vista sob o microscópio eletrônico

Abaixo, temos uma visão da base deste flagelo no microscópio eletrônico, bem como a descrição de alguma de suas partes. Realmente, como muitas outras formas de vida, este pequeno mecanismo é de uma complexidade desconcertante. (fonte)

Flagelo de uma bactéria sob o microscópia eletrônico e a respectiva descrição de suas partes

Complexidade irredutível é um conceito usado pelos proponentes do design inteligente segundo o qual certos sistemas biológicos possuem uma complexidade segundo a qual é altamente improvável que tenha surgido de forma evolutiva a partir de predecessores mais simples, ou “menos completos”, através de mutações aleatórias e seleção natural ocorridas naturalmente, i.e. sem a interferência de inteligência, pois tais sistemas biológicos só poderiam ser funcionais se todas as suas partes estivessem presentes e montadas na ordem certa. É um dos dois principais argumentos usados para apoiar o design inteligente, o outro sendo a complexidade especificada. (fonte)

Behe declara que um sistema só pode sofrer seleção caso já funcione, o que parece ir contra toda uma série de evidências da natureza, onde abundam sistemas não funcionais ou ao menos de função desconhecida, mas que continuam sendo poupados pela evolução, que elimina de fato um sistema prejudicial, não um sistema inerte. Vários organismos possuem órgãos vestigiais que podem ser facilmente dispensados, como as amídalas, os sisos, o apêndice, a quase totalidade dos pêlos do corpo humano ou ao menos alguns dedos do pé. E ainda que os exemplos de Behe sejam do campo bioquímico, temos vastos exemplos de estruturas que se perpetuam mesmo sem nenhuma função conhecida, como a maior parte do DNA. Ou seja, mesmo que um sistema não funcione, não necessariamente ele será excluído pela evolução darwiniana.

O primeiro critério de Behe para determinação da complexidade irredutível exige que tenhamos conhecimento claro e bastante específico sobre a função e todas as partes do sistema. Porém, David Hume perguntaria: que sistemas podemos dar por suficientemente conhecidos a ponto de estarmos seguros de uma conclusão tão forte? Nos exemplos mais detalhadamente explicados por Behe em seu livro, ele admite que nosso conhecimento sobre os mesmos não é completo.

Behe afirma que, no passado, acreditava-se que a base da vida era simples, e somente esse engano permitiu que uma teoria como a evolutiva pudesse ir tão longe. Agora, com as descobertas recentes, teria sido desvendado um horizonte novo que exige um novo paradigma explicativo. (evo.bio.br)

Design Inteligente: Inteligência na Origem da Vida

Baleias - Evolução ou Design Inteligente?

Design Inteligente x Tautologia

O caso da possível evolução das Baleias, entre muitos outros, é um ponto claro que levanta indagação com relação a evolução. Baleias têm um tempo de geração muito longo, e não têm grandes populações. O grupo de animais a que pertencem as atuais baleias descendem de um grupo de mamíferos terrestres que “decidiu” voltar a ambientes aquáticos, donde tinham saído há mais 250 milhões de anos.

Para acontecer todas as mutações necessárias para converter um mamífero terrestre em uma baleia aquática totalmente funcional [em 10 milhões de anos] – matematicamente é totalmente impossível.

Os darwinistas afirmam que a vida surgiu numa sopa pré-biótica e os compostos foram juntado-se aleatoriamente passando de inorgânicos para orgânicos tudo randomicamente e por chance.

Design Inteligente x Vida Formada por Chance ou ao Acaso

Acontece que é matematicamente demonstrado que para uma simples proteína, com tão somente 150 aminoácidos, seja formada por chance ou ao acaso, a probabilidade que isto aconteça é 1 em 10 elevada a 165 potencia (10165). Para se ter uma ideia de absurdo de grandeza deste número, é 10 seguido de 165 zeros. Só para termos uma ideia da dimensões desta probabilidade, se somamos todos os átomos do universo conhecido, eles atingem o número de 10 elevado 80 potencia (1080).

Estes números têm levados centenas de cientistas no mundo todo a reavaliarem seus pontos de vista não aceitando sem pensar a afirmação tautológica que Evolução explica tudo.

Só para ter uma ideia, uma bactéria por mais simples que seja tem pelos menos 280 proteínas. Esta condição eleva a probabilidade deste ter surgido por chance para 1 em 10 elevado a 40.000.

Design Inteligente – Explicando a Origem da Vida

Design Inteligente é atualmente uma das possíveis explicações para a origem da vida que compete passo-a-passo com a com a Teoria da Evolução. A partir de hoje quando alguém afirmar para você que a teoria da evolução explica tudo, pode ser que não seja deste modo e depois de uma análise mais profunda dos fatos, Design Inteligente explique melhor como tudo começou. (mybelojardim.com)

Resposta da comunidade científica

A complexidade irredutível, como definida por Behe, não é uma alegação que a evolução não acontece, mas uma alegação que ela é “incompleta”.

Os principais críticos, entretanto, alegam que a complexidade irredutível pode ser gerada por mecanismos evolucionários conhecidos. A alegação de Behe de que nenhuma literatura científica provou apropriadamente as origens dos sistemas bioquímicos através de mecanismos evolucionários foi refutada pelo TalkOrigins.

O design inteligente, o conceito que pretende apoiar a complexidade irredutível falhou em obter aceitação notável dentro da comunidade científica. Um cientista chamou a complexidade irredutível de “estratégia da rendição intelectual completa.” (wikipedia)

Nota: Mas se você assume que fomos projetados de modo ‘inteligente’ é inevitável a conclusão de se trata de um serviço muito mal feito, por um designer bastante incompetente, conclusão esta que dificilmente vai agradar um criacionista.

Desde Platão esta questão existe, pois ele sugeria que dado o serviço de qualidade variável, o projetista do Universo não poderia ser um Deus onipotente, mas apenas um Demiurgo ou alien, um deus menor, que não tinha capacidade de gerar algo melhor do que nós temos.

O único debate válido sobre Design Inteligente (Piadas)

Moderador: Estamos aqui hoje para debater este assunto controverso que é Evolução versus Design Inte…

(Cientista puxa um bastão de basebol)

Moderador: Ei, o que você está fazendo?

(Cientista quebra a rótula do proponente do Design Inteligente)

Proponente do ID: IIIAAAAAARRRRRRGGGGHHHHH!!! VOCÊ QUEBROU MINHA RÓTULA!

Cientista: Pode parecer que eu quebrei a sua rótula. De fato, toda evidência mostra que a hipótese é correta. Por exemplo, sua rótula está quebrada; parece um ferimento recente; e eu estou segurando um bastão de basebol espirrado com seu sangue. Entretanto, o simples predomínio da evidência não explica nada. Possivelmente, sua rótula foi projetada desse jeito. Certamente, há algumas características na situação atual que são inexplicáveis, de acordo com a assim chamada explicação “naturalista” que você antecipa, como os contornos exatos de dor insuportável que você está sentindo neste momento.

Proponente do ID: AAARRRGHHH! A DOR!!

Cientista: Francamente, eu acho completamente implausível que os atos aleatórios de um cientista como eu poderiam causar essa dor em especial. Não tenho uma explicação precisa de por que eu acho a hipótese implausível — ela simplesmente é. Sua rótula deve ter sido projetada dessa maneira!

Proponente do ID: SEU DESGRAÇADO! VOCÊ SABE QUE FEZ ISSO!

Cientista: Certamente que não sei. Como podemos ter certeza de qualquer coisa? Honestamente, acho que deveríamos expor as pessoas a todos os pontos de vista. Além disso, você deveria checar se sua hipótese é científica de fato: a quebra de sua rótula é um acontecimento passado, então não há como voltarmos no tempo e ver o que aconteceu de novo, como um experimento de laboratório. Mesmo se pudéssemos, isso não provaria que eu quebrei sua rótula antes. E não vamos nem tocar no fato que o universo inteiro pode ter surgido do nada no instante em que eu disse esta frase, com toda a evidência do suposto ataque já pré-fabricada.

Proponente do ID: Isso é um monte de bobagem! Me chamem um médico e um advogado, não necessariamente nesta ordem, e vamos ver como isso fica na justiça!

Cientista (para a audiência): E assim vemos, senhoras e senhores, que quando a coisa pesa pro lado deles, proponentes do Design Inteligente não acreditam realmente em nenhum dos argumentos em que eles dizem acreditar. Quando lhes favorece, eles preferem a evidência, o método científico, hipóteses testáveis e explicações naturais. De fato, eles incisivamente preferem explicações naturais sobre bobagens supernaturais ou metafísicas. É apenas sob o campo de distorção de realidade de sua cruzada ideológica que eles dão crédito aos tolos e ridículos argumentos que vemos tão comumente sendo usados. Preciso confessar, até que fez bem, uma vez, ser quem está falando as bobagens sem sentido; é tão terrivelmente fácil e relaxante, comparado ao trabalho em rigorosos argumentos suportados por evidências empíricas. Mas tenho medo que, se eu continuar, vai se tornar um hábito ruim para minha alma. Portanto, eu lhes dou adeus.

O texto acima tem a autorização de tradução do original em http://abstractfactory.blogspot.com/2005/10/only-debate-on-intelligent-design-that.html

Saiba mais:

Anunnaki: os deuses astronautas da Suméria

Julian Jaynes: Deus e a Mente Bicameral

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One thought on “Projeto inteligente ou design inteligente versus Darwin

  1. Sou vegetariano, humanista, ateísta e evolucionista a mais de 30 anos e estou desenvolvendo um trabalho, fazendo a integração do vegetarianismo ao evolucionismo, pois os primeiros hominídeos, os Australopithecus, foram frugíveros.
    A partir de 1979 até 1994, quando terminei de escrever o meu livro “20 ANOS DE BUSCA… A AUTOANÁLISE É POSSÍVEL. UMA HISTORIA DE VIDA” Lagore, passei por uma experiência com pretensos seres extraterrestres que me acompanhou por vários anos. Considerei este contato com seres de outro planeta, ao longo dos meus estudos científicos como uma viagem alucinatória, esquizofrênica e megalomaníaca. Constatei. durante as minhas pesquisas, muitos seres humanos psicóticos, portadores da esquizofrenia ligados às religiões, ao misticismo, ao esoterismo, ao ocultismo, à teosofia, ao espiritismo, à cabala e ao gnosticismo. Esta experiencia é narrada no ENSAIO 1 do meu livro – ” A MINHA VIDA COMO MARCIANO NA TERRA ( FICÇÃO, ALUCINAÇÃO OU VERDADE ?”

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