Invasão de produtos chineses

O Ocidente está prestes a declarar guerra à China. Será uma luta desigual e o ataque será a qualquer momento.

Os motivos são graves. A China vinha sorrateiramente se preparando há tempos com estratégias para enfraquecer o futuro inimigo. Ela conseguiu, destruindo todas as estruturas econômicas dos países ocidentais. O Ocidente está em profunda crise econômica, só resta reagir com o uso de sua estrutura militar antes que seja tarde demais. Por isso o primeiro ataque será a qualquer momento.

Você se assustou? Ainda bem que podemos brincar com coisas sérias numa situação seríssima.

A economia ocidental realmente está em profunda crise e todos querem culpar a China.

Mas a China não tem culpa nenhuma. Ela apenas retirou o pano sob o qual se escondiam os resultados negativos que as falsas políticas sociais produziram no Ocidente. É necessário ter política social, mas isso é tarefa de governo e não se pode impor tal tarefa ao cidadão que cria empregos. Quando se cria vantagem para uma pessoa e desvantagem para outra, é óbvio que se cria um desequilíbrio operacional, e um dia a conta chegará ao próprio beneficiário.

E não me venham com a velha história de que os chineses ganham míseros US$ 20 ou US$ 30 mensais porque nas cidades industriais (ano 2011) o salário do operário, em moeda chinesa, é de 2 mil RMB (mais ou menos US$ 300), maior do que no Brasil; só que com 1 RMB se compra o equivalente ao que se compra com US$ 1 no Ocidente (produtos manufaturados). Isso porque os preços internos não são inflacionados por altíssimos impostos e por leis trabalhistas demagogas.

As políticas sociais, no âmbito trabalhista, são 100% originárias da demagogia política, porque são direitos artificiais oferecidos às custas de quem, ao criar um emprego, já está praticando o maior ato social. Um direito trabalhista não é um direito social, ele é um assalto institucional que obriga a vítima (o empregador) a colocar a mão no bolso e passar o dinheiro para uma terceira pessoa (o empregado), do qual o assaltante (o governo) espera um repasse da parcela em forma de “voto”. E chamam isso de política social.

Puro engano! A verdadeira política social é quando toda a sociedade, representada por seu governo, se mobiliza para ajudar quem necessita, mostrando como deveria realmente ser eficiente com a saúde, a segurança, a educação, para seus cidadãos contribuintes. Mas ele não o faz, para priorizar com mais recursos os salários milionários do corporativismo do Estado; para alimentar a corrupção e acobertar a incompetência administrativa, expressa na má qualidade dos eleitos pela maioria inculta ou ignorante de eleitores. A carga tributária e a ineficiência administrativa são diretamente proporcionais ao índice de corrupção e demagogia do país.

Nós só temos que agradecer, e muito, à China.

Quando um político, demagogo por excelência, fala que mais de 40 milhões de brasileiros chegaram à classe média nos últimos anos não é porque o poder de compra deles aumentou, mas é porque o produto do sonho de consumo deles tornou-se muito barato e acessível, graças à China. “Não foi Maomé que foi à montanha, mas a montanha que foi até Maomé.”

Não fosse pela China, nós estaríamos pagando mais de R$ 500,00 por uma camisa e não R$ 25,00. Uma chapa de agulhas para máquina de costura reta, que há 30 anos se importava do Japão por US$ 6,00 (seis dólares) e se vendia por R$ 30,00, hoje se importa por US$ 0,20 (vinte centavos de dólar) e se vende por R$ 1,00. Tudo isso porque a China tem uma carga tributária entre 10% e 12% do PIB, e não de 40% como a nossa. Porque o chinês ama o trabalho e sua produção de um dia vale por cinco dias de produção de um trabalhador ocidental. Produz bem e barato porque vende apenas seu trabalho e não leva para a empresa empregadora obrigações produzidas por direitos artificiais de leis demagogas que só servem para aumentar o custo do produto e a ociosidade do trabalhador. Na China recolhem-se apenas tributos para a previdência social.

Prestem atenção a esta realidade da nossa sociedade:

Quando uma pessoa vai trabalhar para uma empresa, só fica preocupada com os direitos que os políticos criaram para ela, como vale-transporte e alimentação, direitos de maternidade, paternidade, férias, 13º, PLR etc., e reclamando de trabalho escravo, movimentos repetitivos, acúmulo de funções, pressão psicológica, carga horária rigorosa, riscos na viagem de ida e volta ao trabalho etc. Mas quando essa mesma pessoa, não encontrando trabalho nas empresas, decide montar seu próprio “ganha-pão” em casa, com uma máquina de costura ou outra coisa, ela passa a trabalhar 15, 16 horas por dia, visando a uma grande produção e boa qualidade. Quem é, nesse momento, seu escravizador? Ninguém. É a sua vontade de trabalhar. Quem é que está lhe tirando os direitos? Simplesmente não existem direitos. Existe, sim, a grande perspectiva de ser bem-sucedido, porque o sucesso só se alcança com muito trabalho, e não com direitos artificiais.

E lá na China essa filosofia não é de uma pessoa, mas de toda a nação. É no trabalho que os chineses estão encontrando a solução de todos os seus problemas, o sucesso de 1,5 bilhão de pessoas. Então nosso inimigo não está na China, mas dentro de casa. Em tudo o que torna nosso produto caro. Está na corrupção, na impunidade e, acima de tudo, nas leis trabalhistas e tributárias, que só foram engenhadas e serviram para levar ao poder políticos corruptos e sindicalistas demagogos.

Pior que, em pleno século 21, com o povo já culturalmente evoluído, ainda há “caras de pau” insistindo em novas leis, querendo reduzir a semana de trabalho de 44 para 40 horas, e que, com o Projeto de Lei 3941/89, já conseguiram aumentar o tempo de aviso prévio em até 300%, para onerar ainda mais o trabalho. Demagogia não falta para encarecer ainda mais o custo Brasil.

Gostaria de pedir a esses sindicalistas que nos demonstrem que, além da farta demagogia, possuem também inteligência e apresentem uma solução que possa resolver o atual problema do Brasil.

Que promovam o ressurgimento das nossas indústrias, e em condições competitivas com as chinesas reduzindo os impostos.

Sindicalistas não sabem nada! E não têm o mínimo senso de responsabilidade em sua consciência, para pensar nos efeitos negativos de seus atos. Só sabem falar besteiras e, enquanto “defendem” os trabalhadores brasileiros, só usam produtos chineses!

*Reprodução liberada*

GIUSEPPE TROPI SOMMA É EMPRESÁRIO E PRESIDENTE DA ABRAMACO.

Fonte: http://www.agrolink.com.br/culturas/soja/coluna/que-venham-os-chineses-para-nos-moralizar_4224.html

Saiba mais:

Espoliação do Brasil: US$ 120 bilhões por ano

A farsa do crescimento econômico do Brasil


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3 thoughts on “Invasão de produtos chineses

    • A industria no Brasil está sendo destruida por altos custos com a tributação. Os números fazem do Brasil o terceiro país com o imposto mais alto do mundo.

      Não fosse pela China, nós estaríamos pagando mais de R$5.000 em um computador e não R$2.000. Tudo isso porque a China tem uma carga tributária entre 10% e 12% do PIB, e não de 40% como a nossa.

      Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo, entretanto acabamos por aceitar isso achando que é uma das “chagas” do país que deve ser superada, contudo, por ignorancia ou pré-conceito colocamos a culpa na China. Com impostos abusivos, empresas ameaçam deixar o Brasil.

      Nos ultimos anos o Brasil acumulou superavit (lucro de exportação) entre R$100 e 200 bilhões por ano com exportação de commodities (china é o maior consumidor de commodities do Brasil). Então nosso inimigo não está lá, mas dentro do governo.

      Querem promover o ressurgimento das nossas indústrias? Abaixem os impostos!

  1. Discordo totalmente desse texto. O problema do Brasil foi a crise do petróleo dos anos 70, quando o barril subiu de 3 fólares para mais de 90 dólares e o nosso país teve que se endividar para comprar aquele petróleo, que na época era quase que inteiramente importado. Quando, nos anos 80 não deu mais para pegar dinheiro emprestado e pagar esse petróelo caro, houve a crise da dívida externa e o país mergulhou na recessão. Ora essa, de 1930 até 1980 a economia do Brasil cresceu 7,5% ao ano. Quanto a economia cresceu nesse período? Menos de 4% ao ano, veja então os anos de fracasso econômico chinês do Mao Tsé Tung durante o “Grande Salto para frente” quando a economia chinesse mergulhou numa profunda recessão durante vários anos. Se aquelas crises do petróleo não tivessem acontecido nos anos 70 e o Brasil tivesse crescido o que tinha o direito de crescer nos anos 80 e 90, hoje seríamos a segunda maior economia do mundo e nosso PIB seria maior do que o do Japão, maior do que 6 trilhões de dólares.
    Não tenho palavras para descrever o ódio que eu sinto quando leio um texto mentiroso como esse, que quer por a culpa do fracasso econômico do Brasil nas costas do elo mais fraco da corrente: o trabalhador. Meu caro, a culpa da nossa estagnação não é do trabalhador, mesmo porque não foi o trabalhador brasileiro que se concedeu os direitos trabalhistas, mas sim o governo. E olha, mesmo se você somar todos os direitos trabalhistas que nós temos, ainda assim, as empresas brasileiras não gastam por trabalhador, nem 10% do que os EUA gastam, pois lá os salários são pelo menos vinte vezes maiores para o mesmo tipo de serviço.
    Não estou dizendo que tudo o que você disse está errado, mas culpar o trabalhador brasileiro por causa de uma estagnação que tem suas origens no preço do petróleo dos anos 70, é no mínimo uma desonestidade intelectual. Os números não mentem: De 1930 a 1980 a economia brasileira cresceu 7,5% ao ano, muito mais do que China nesse período. Mas, de 1980 até 2010 a economia brasileira cresceu só 1,5% ao ano, e a população quase triplicou nos últimos 30 anos. E a culpa disso é do trabalhador que ganha salário mínimo? Então, meu caro empresário, se mude para os EUA e monte sua empresa lá, pagando salários de 5000 dólares por mês para sua faxineira, mas com encargos trabalhistas bem reduzidos, já que esse é problema para você.
    A economia do Brasil está estagnada há mais de 30 anos e não temos perspectiva de que isso mude no futuro. O nosso povo está aprendendo, do jeito mais dificil, que a democracia e o direito de escolher o fantoche que assina os titulos de nossa divida publica não muda muita coisa na nossa vida. E a própria China também está crescendo o que está crescendo, porque abriu mão do comunismo e permitiu às empresas multinacionais americanas explorar a sua mão de obra barata, mas é barata porque é muito numerosa e a lei da oferta e da procura não permite mesmo que se cobre altos salários lá. A China está crescendo por que isso era parte de um plano dos EUA, que permitiu que as empresas americanas investissem pesado na China e que os bancos americanos fizessem empréstimos com juros baixos para a China. Se os EUA não quisessem que a China crescesse, para substituir a URSS no papel de “inimigo” que justifique o gasto bélico americano, pode ter certeza de que o destino da China seria o mesmo do governo militar do Brasil, que foi derrubado rapidamente tão logo os interesses americanos mudaram de direção e não era mais interessante para eles apoiar o regime militar brasileiro, que eles ajudaram a implantar, eles simplesmente aumentaram em várias vezes os juros das dívidas que o Brasil havia feito e disseram: Paguem agora! Pode ter certeza de que assim que a China ficar forte militarmente o bastante, os EUA vão mudar o tom dos discursos e começar a falar da China como inimigo e vão começar a tentar sabotar a economia chinesa e o crescimento chinês vai despencar, assim como aconteceu conosco e com o regime militar brasileiro e com a URSS. Nós, tanto como pessoas, como quanto nação, somos muito menos senhores do nosso próprio destino do que imaginamos e gostaríamos. Se a conjuntura internacional for desfavorável, não adianta quanto esforço uma nação faça, e muito menos os individuos, ninguém vai melhorar de vida, ninguém vai conseguir emprego se não houver crescimento econômico. E nós estamos nos ferrando até hoje. Mas essa não é a pior parte. O pior é ter que ouvir esses velhos babacas como o autor desse artigo, querer por a culpa nos jovens, no trabalhador de chinela de dedo e que ganha salário mínimo e que é “alto demais” em vista dos encargos trabalhistas que precisam ser pagos. Deus queira que sua empresa entre em falência e você viva as dificuldades econômicas que o povo brasileiro enfrenta, porque só assim um tolo arrogante como você vai descer do seu pedestal.

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