Massacre no Afeganistão: Mulheres e crianças são assassinadas

(CMI)  No Afeganistão militares norte-americanos violaram mulheres antes de assassiná-las. Notícias russo-iraniano – Iranian Press TV – diz que 20 soldados estão envolvidos no massacre.

Mais uma vez a imprensa mente descaradamente e sonega informações importantes à opinião pública sobre mais um massacre de civis indefesos no Afeganistão por parte das tropas invasoras. Testemunhas afirmam que cerca de 20 soldados estavam bêbados e rindo do massacre.

O Comitê de Investigação criado pelo Parlamento Afegão para apurar o massacre de 17 civis em Kandahar por soldados norte-americanos anunciaram neste sábado que as mulheres, inclusive 9 crianças foram violentadas sexualmente pelos militares.

Um dos membros da delegação afegã, Shakiba Hashemi, com responsabilidade para investigar as circunstâncias que rodearam o ataque de soldados norte-americanos em Panjwaii, distrito de Kandahar, afirmou que as mulheres e crianças foram violadas por soldados norte-americanos antes de serem assassinadas.

No domingo passado, um grupo de soldados norte-americanos, composto de 15 a 20 militares, abriram fogo contra vários civis afegãos que se encontravam em suas casas em Panjwaii. Foram assassinadas 17 pessoas, entre elas três mulheres e nove crianças.

O governo norte-americano escolheu como “bode expiatório” deste massacre o sargento Robert Bales, de 38 anos, que foi transferido a uma prisão militar nos Estados Unidos, contrariando determinação do Congresso Nacional do Afeganistão, que emitiu uma ordem para que os militares norte-americanos fossem julgados no país onde cometeram o massacre. Obama tenta esconder mais este massacre, desviando a atenção da opinião pública mundial para um sargento, e não para o grupo de soldados criminosos.

Pressionado pela opinião pública afegã, o presidente fantoche – colocado no poder pelos EUA – Ramid Karzai, declarou à televisão afegã que exigia a retirada das tropas estrangeiras do país. Horas, depois, após um telefonema do presidente Barak Hussein Obama, o presidente voltou atrás e se nega a comentar o assunto.

O estupro e assassinato de mulheres é uma prática quase comum das tropas norte-americanas e da OTAN nos países que ocupam militarmente, além de centenas de recentes casos denunciados onde possuem bases militares.

Na América Latina, África, Leste da Europa e Ásia, os Estados Unidos invadiam países ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da “democracia” (deles). Fonte: Midiaindependente.org

MASSACRE NO AFEGANISTÃO NÃO FOI LOUCURA

Parece que enlouqueceu, anunciaram jornalistas. Será? Querem que acreditemos nisso? Claro, se estivesse completamente louco, nosso sargento teria matado 16 de seus companheiros norte-americanos. Teria assassinado seus camaradas e depois ateado fogo aos corpos. Mas ele não matou norte-americanos; escolheu matar somente afegãos. Houve uma escolha. Por que, então, matou afegãos? Há uma pista interessante que não apareceu nos noticiários. O artigo é de Robert Fisk.

Robert Fisk – La Jornada

Começo a ficar cansado desta fábula de soldados dementes. Era previsível, claro. Nem bem o sargento de 38 anos que massacrou no domingo passado 16 civis afegãos, entre eles nove crianças, perto de Kandahar, voltou a sua base, os especialistas em defesa e os carrascos dos thinks thanks anunciavam que ele havia enlouquecido. Não era um perverso terrorista sem entranhas – como seria se houvesse sido um afegão, em especial talibã –, mas só um pobre coitado que ficou louco.

Crianças iraquianas que nasceram próximas a zonas de combate: vítimas de urânio empobrecido usado em munições de tanques de combate

Usou-se essa mesma bobagem para descrever os soldados norte-americanos homicidas que perpetraram uma orgia de sangue na cidade iraquiana de Haditha.

Parece que enlouqueceu, anunciaram jornalistas. Um homem “que provavelmente havia sofrido algum colapso (The Guardian)”, um soldado canalha (Financial Times) cujo distúrbio (The New York Times) foi, sem dúvida (sic), perpetrado em um lapso de loucura (Le Figaro).

Será? Supõe-se que acreditemos nisso?

Existe uma pista interessante em tudo isto que não tem aparecido nos noticiários. De fato, a narração dos fatos foi curiosamente lobotomizada – censurada, inclusive – por quem tratou de explicar o atroz massacre em Kandahar. Esqueceram a queima de exemplares do Alcorão – quando soldados norte-americanos em Bagram os jogaram em uma fogueira – e as mortes de seis soldados da OTAN, dois deles norte-americanos, que vieram depois.

Mas explodam-me em pedaços se não esqueceram – e isto se aplica a todas as matérias informativas sobre a recente matança no afeganistão – uma declaração notável e sumamente significativa que o comandante chefe do exército norte-americano no Afeganistão, o general John Allen, fez há exatamente 22 dias.

De fato, foi uma declaração tão inusitada que recortei as palavras em meu jornal matutino e pus o recorte em minha maleta para referência futura.

Allen disse a seus homens: Esta não é a hora da vingança pelas mortes dos soldados norte-americanos nos distúrbios de quinta-feira. Advertiu-lhes que deviam resistir a qualquer urgência que sintam de devolver o golpe, logo após um soldado afegão ter assassinado dois norte-americanos. “Haverá momentos como este em que estarão procurando um significado destas mortes –continuou –. Momentos como este, em que suas emoções serão governadas pela raiva e o desejo de vingança contra os inocentes. Esta não é a hora da vingança; é a hora de olhar no fundo de sua alma, de lembrar sua missão, lembrar sua disciplina, lembrar quem são vocês.”

Foi um chamado extraordinário, vindo do comandante em chefe dos Estados Unidos no Afeganistão. O general se viu obrigado a dizer a seu exército, supostamente bem disciplinado, profissional, de elite, que não cobrasse vingança nos afegãos inocentes aos que supostamente está ajudando/protegendo/educando/adestrando, etc. Teve que dizer a seus soldados que não cometessem assassinatos.

Sei que os generais diziam essas cosas no Vietnam. Mas, no Afeganistão? As coisas já chegaram a esse extremo? Temo que sim. Porque, por mais que eu não goste dos generais, tratei com muitos deles em pessoa e, em geral, eles têm uma ideia bastante acertada do que ocorre em suas fileiras. E suspeito que o general John Allen já tivesse sido advertido por seus oficiais de que seus soldados estavam furiosos pelas mortes que vieram depois da queima dos Alcorão e que talvez haviam decidido empreender uma escalada de vingança. Por isso tratou de um modo tão desesperado – em uma declaração tão impactante como reveladora– de prevenir um massacre exatamente como o que ocorreu recentemente no Afeganistão.

Entretanto, essa mensagem foi apagada por completo da memória dos especialistas quando analisaram esse massacre. Não se permitiu nenhuma alusão às palavras do general Allen, nenhuma referência porque, desde já, isso teria tirado nosso sargento do grupo dos enlouquecidos e lhe daria um possível motivo para o massacre. Como de costume, os jornalistas tiveram que ir para a cama com os militares para procriar um demente e não um assassino. Pobre rapaz: andava mal da cabeça. Não é estranho que o tenham tirado do Afeganistão tão rápido.

Já tivemos nossos massacres. Aí está My Lai, e o nosso próprio My Lai britânico, em uma aldeia chamada Batang Kali, na Malásia, onde os guardas escoceses – envolvidos em um conflito contra insurgentes comunistas – assassinaram 24 indefesos trabalhadores em 1948. Claro, se pode argumentar que os franceses na Argélia foram piores que os norte-americanos no Afeganistão –diz-se que uma unidade francesa de artilharia desapareceu com 2 mil argelinos em seis meses–, mas isso é tanto como dizer que somos melhores que Saddam Hussein. Certo, mas que parâmetro de moralidade!

Trata-se de tudo isso. Disciplina. Moralidade. Valor. O valor de não matar em vingança. Mas quando se vai perdendo uma guerra que se finge estar ganhando – me refiro ao Afeganistão, é claro –, suponho que isso é esperar demais. Parece que o general Allen perdeu seu tempo.

Tradução: Libório Junior/Carta Capital

Fonte: Antinovaordemmundial

REVISIONISMO HISTÓRICO

“Nenhum vencido recebe justiça se for julgado pelo seu vencedor.”
(Francisco de Quevedo)

Nenhum fato histórico é narrado com absoluta imparcialidade e compromisso com a verdade se for julgado pelo vencedor.

Holocausto ou Holoconto?

Série de 6 Videos contendo alguns fatos historicos sobre o que realmente aconteceu no chamado “Holocausto” clique aqui

Os crimes de guerra dos EUA contra o povo coreano

As atrocidades cometidas pelos imperialistas norte-americanos na Coreia ultrapassou em muito aqueles cometidos pelos nazistas de Hitler. Os psicopatas norte-americanos recorreram aos métodos mais brutais de assassinatos em massa, através de longas torturas, queimando e esquartejando famílias inteiras de soldados coreanos.

Um museu coreano disponibilizou um arquivo especial sobre os brutais crimes de guerra cometidos pelo imperialismo norte-americano durante a guerra da Coréia, acesse aqui e também um artigo com opinião imparcial da globalresearch.ca aqui.

Crimes de guerra do Japão imperial revelado como fraude

Revisionistas descrevem a situação da China ocupada em 1937, acesse aqui.

Holocausto ucraniano Ignorado pela História

Holodomor é o nome atribuído à fome de carácter genocidário, que devastou principalmente o território da República Socialista Soviética da Ucrânia, durante os anos de 1932 – 1933. Este acontecimento — também conhecido por Grande Fome da Ucrânia — representou um dos mais trágicos capítulos da História, devido ao enorme custo em vidas humanas, mais de 5 milhões de pessoas, acesse aqui.

Campos de Concentração no Nordeste Brasileiro – Holocausto Nordestino

Relato à seguir uma dessas história horrorosas que nunca foi incluída nos livros das escolas do Brasil, é a história dos campos de concentração que existiram no Ceará – Brasil, que foram criados para impedir que os nordestinos que fugiam do interior do nordeste por causa da falta de água, chegassem nas cidades, acesse aqui.

Saiba mais: Declínio do Império Americano

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One thought on “Massacre no Afeganistão: Mulheres e crianças são assassinadas

  1. Sobre a guerra entre EUA e Bin Laden, em especial , foi uma guerra atrás de petróleo ou atrás do tal ópio?… Qual a verdade?… Indago eu, se a tal briga sobre a maconha é um passo a favor ou contra no bem estar da sociedade, sabendo que ela é alucinógena, pode causar transtornos e acidentes assim como a bebida alcoólica… você tem um outro tópico que fale sobre isso?

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