Riquezas naturais e conflitos no século XXI

A proliferação da força militar, incluindo armas de destruição em massa e guerras, também deriva, dentre outros fatores, da escassez dos recursos minerais. Inclusive, as colonizações buscavam esses recursos. E seguindo o mesmo paradigma, a tendência será o surgimento de mais conflitos pela posse de recursos existentes.

Logo, buscando a construção de um futuro de paz e justiça, assim como a pacificação da humanidade, é fundamental a mudança de paradigma. E isso pode ser feito pela instalação de uma sociedade assentada na cultura da autosuficiência, da sustentabilidade e da biodiversidade.

A mesclagem de recursos finitos com riquezas renováveis, aliada à implantação da reciclagem daquilo que se usou, torna qualquer fonte finita numa fonte quase infinita.

Com isso os recursos para a sobrevivência das novas gerações são garantidos e a prática atual de passar heranças envenenadas aos descendentes (poluição, guerras, etc) é eliminada.

Quanto mais primitiva é a consciência, maior é a propensão ao uso da força (guerras), como meio de dominação e solução de conflitos.

A instalação de uma nova consciência elimina esse paradigma antigo e encaminha a sociedade para um novo rumo, onde as necessidades das novas gerações e da sociedade na qual ela habita é suprida de forma racional e inteligente, destituindo o uso da força e a dominação como forma de manter a sobrevivência.

Certamente, desenvolvimento de uma nova consciência não significa apenas a obtenção de títulos acadêmicos.

Conhecimentos técnicos esvaziados de conhecimentos humanísticos, filosóficos e espirituais transforma a pessoa em um Eichmann – um indivíduo banal que segue ordens sem questionar as finalidades daquilo que está executando e sem ver as conseqüências práticas de sua ação.

Há muito disso nessa velha consciência: desmatamento sem planejamento, poluição do solo, da água e do ar, uso irracional dos recursos naturais, desperdício de alimentos, esgotamento dos potenciais energéticos, etc.

No modelo antigo, os recursos naturais limitados, usados sem planejamento de futuro, causava mais danos do que benefício. Porém, o não cruzamento de dados gerava a falsa idéia de desenvolvimento. Não consideravam que a poluição causada pelo desenvolvimento tem um custo social, ambiental e humano. E essa sujeira, mais cedo ou mais tarde, terá que ser limpa.

A poluição afeta toda a cadeia de biodiversidade, o clima, a vida humana. Recursos minerais usados em estado puro, além da poluição, constituem desperdício, uma vez que poderiam ser misturados a outros produtos renováveis e ter sua quantidade multiplicada. Ex. veículos híbridos, veículos elétricos, energia alternativa, tecnologia de energia livre, etc.

E tudo isso decorre da falta de desenvolvimento da consciência humana. Consciência de que seguindo o caminho da individualidade, do egoísmo, da ganância, da falta de consideração pelos semelhantes, pelas novas gerações e pela biodiversidade.

Uma sociedade egoísta e consumista quer tudo para si mesma, quer consumir e usar tudo e tomar tudo pela força.

Quem vêm depois, na linha de pensamento antigo, têm cada vez menos recurso a sua disposição. Os potenciais tinham sido esgotados, as riquezas minerais conservadas em locais distantes.

Logo, esse descendente do paradigma antigo seria um excluído condenado a padecer na miséria ou a buscar na força e na guerra a recuperação dos recursos perdidos ou tomada pela força de recursos daqueles que são mais fracos.

Esse paradigma antigo não gera um mundo de paz e justiça, mas um mundo de guerras e destruição. Guerras pelos recursos que geram desenvolvimento militar e garantem a sobrevivência da geração atual.

De um lado os excluídos, que nada tem, do outro lado, aqueles que acumularam tudo em excesso e para manter o que possuem, necessitam concentrar força, paranóias e armas. Somando tudo isso e projetando para o futuro, verifica-se que o caminho antigo é mera repetição, em roupagens novas, do período colonial. Quem tinha mais armas e menos ética, tomava as riquezas naturais dos mais fracos.

Portanto, a solução para os conflitos, guerras e construção de um mundo estável e pacífico exige a instalação de uma nova consciência. Nova consciência universal baseada no uso racional dos recursos, consciência da fragilidade humana frente a problemas ambientais, consciência de que não se pode passar adiante uma herança envenenada, seja por poluição, guerras, egoísmo ou destruição da biodiversidade.

O envenenamento da espécie humana, causado pelo modelo irracional de desenvolvimento não apenas atinge a humanidade, como também elimina outras espécies que vivem no solo, na água e no ar.

Logo, no modelo antigo há apenas dois caminhos: ou se investe no desenvolvimento de uma nova consciência, capaz de estabelecer um novo modelo de desenvolvimento racional, assentado na autosuficiência, descentralização e na sustentabilidade; ou, então se investe no desenvolvimento de armas, para preservar as riquezas ou tomar dos mais fracos os recursos necessários para a sobrevivência das novas gerações.

Inegavelmente, é melhor seguir o caminho da nova consciência que, conforme foi dito, resolve os problemas ocasionados pelo modelo antigo, inclusive recuperando aquilo que foi destruído ou desperdiçado.

Fonte: http://www.leonildo.com/e-gov25.htm

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2 thoughts on “Riquezas naturais e conflitos no século XXI

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