Muamar Khadafi: Um herói nacionalista

O objetivo de matar Gaddafi era confiscar os ativos da Líbia. A Líbia tem sido até agora um dos poucos países sem um banco central controlado por Rothschild / Rockefeller. Detentor de US$ 130 bilhões em moeda estrangeira, a Líbia de Gaddafi era um dos países norte-afrianos mais ricos e prosperos do mundo islâmico e possuía grandes reservas de petróleo.

Enquanto isso, na Líbia, as forças revolucionárias anti-patrióticas inundam as ruas matando negros; cantando slogans racistas; incendiando prédios públicos; matando mulheres e crianças; destruindo propriedades particulares.

O teatro armado pela ONU não resistiu aos fatos. O povo líbio apóia Kadafi. Mesmo que ele morra, a luta vai continuar até a derrota total da NATO.

Notícias contraditórias sobre as circunstâncias da morte de Khadafi correm o mundo, semeando confusão. Mas das próprias declarações daqueles que exibem o cadáver do líder líbio transparece uma evidência: Khadafi foi assassinado.

A midia a serviço do imperialismo dos banqueiros internacionais principiou imediatamente a transformar o acontecimento numa vitória da democracia, e os governantes dos EUA e da União Europeia, a intelectualidade neoliberal e os súditos dos banqueiros festejam o crime, derramando insultos sobre o último chefe de Estado nacionalista da Líbia. Essa atitude não surpreende, mas o seu efeito é oposto ao pretendido: o imperialismo exibe para a humanidade o seu rosto medonho.

Os «rebeldes», de Benghazi, treinados e armados por oficiais europeus e pela CIA, pela Mossad e pelos serviços secretos britânicos e franceses fugiam em debandada, como ratos, sempre que enfrentavam aqueles que defendiam a Líbia da agressão estrangeira.

Foram os devastadores bombardeamentos da OTAN que lhes permitiram entrar nas cidades que haviam sido incapazes de tomar.

Khadafi afirmou desde o primeiro dia da agressão que resistiria e lutaria com o seu povo ate à morte.

Honrou a palavra empenhada. Caiu combatendo.

Muamar Khadafi foi como homem e estadista uma personalidade complexa, cuja vida reflectiu as suas contradições.

Três Khadafis diferentes, quase incompatíveis, são identificáveis nos 42 anos em que dirigiu com mão de ferro a Líbia.

O jovem oficial que em 1969 derrubou a corrupta monarquia Senussita, plantada pelos ingleses, agiu durante anos como um revolucionário. Transformou uma sociedade tribal paupérrima, onde o analfabetismo superava os 90% e os recursos naturais estavam nas mãos de transnacionais americanas e britânicas, num dos países mais ricos do mundo muçulmano. Mas das monarquias do Golfo que se diferenciou por uma politica progressista. Nacionalizou os hidrocarbonetos, erradicou praticamente o analfabetismo, construiu universidades e hospitais; proporcionou habitação condigna aos trabalhadores e camponeses e criou uma agricultura moderna de milhões de hectares no deserto graças à captação de águas subterrâneas.

Essas conquistas valeram-lhe uma grande popularidade e a adesão da maioria dos líbios. Mas não foram acompanhadas de medidas que abrissem a porta à participação popular. O regime tornou-se, pelo contrário, cada vez mais autocrático. Exercendo um poder absoluto, o líder distanciou-se progressivamente nos últimos anos da política nacionalista que levara os EUA a incluir a Líbia na lista negra dos estados terroristas porque não se submetiam. Bombardeada Tripoli numa agressão imperial, o país foi atingido por duras sanções e qualificado de «estado terrorista».

Numa estranha metamorfose surgiu então um segundo Khadafi. Negociou o levantamento das sanções, privatizou empresas, abriu sectores da economia ao imperialismo, permitiu a colonização do país. Passou então a ser recebido como um amigo nas capitais europeias. Berlusconi, Blair, Sarkozy, Obama ,Sócrates receberam-no com abraços abertos hipócritas e muitos assinaram acordos milionários , enquanto ele multiplicava as excentricidades, acampando na sua tenda em capitais financeiros europeias.

Na última metamorfose emergiu com a agressão imperial, Khadafi recuperou a dignidade.

Khadafi, coerente com o compromisso assumido, morreu combatendo. Com coragem e dignidade.

Independentemente do julgamento futuro da História, Muamar Khadafi será pelo tempo afora recordado como um herói pelos nacionalitas líbios que amam a soberania, independência e liberdade. E também por muitos milhões de muçulmanos.

A Resistência, aliás, prossegue, estimulada pelo seu exemplo.

O original encontra-se em http://www.odiario.info/?p=2246

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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One thought on “Muamar Khadafi: Um herói nacionalista

  1. A morte d khadafi e mais uma prova k deus ta pouco se lixando p africa e k kem faz bem ganha inferno a libia agora e uma baliza sem guarda redes para tds membros otan

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