Já é matematicamente impossível liquidar a dívida dos EUA

Por The Economic Collapse

Muitas pessoas estão inquietas quanto ao rápido crescimento da dívida nacional dos EUA e estão a pedir uma solução. O que elas não percebem é que simplesmente não há solução. Agora já é matematicamente impossível para o governo dos EUA liquidar a sua dívida nacional. A verdade é que o governo dos EUA agora deve mais dólares do que os realmente existentes. Se o governo atuasse hoje e tomasse todos os centavos de todos os bancos, negócios e contribuintes americanos, ainda assim não seria capaz de liquidar a dívida nacional. E se assim fizesse, obviamente a sociedade americana cessaria de funcionar porque ninguém teria mais dinheiro para comprar ou vender fosse o que fosse.

E o governo dos EUA ainda continuaria com uma dívida maciça.

Então porque o governo estado-unidense simplesmente não aciona as impressoras e imprime mais dinheiro para liquidar a dívida?

Bem, por uma razão muito simples.

Porque não é assim que o sistema funciona.

Como se verifica, quanto mais dólares entrarem no sistema, mais aumenta a dívida do governo dos EUA.

O governo dos EUA não emite o dólar dos EUA – quem o faz é o Federal Reserve (Banco Central dos EUA).

O Federal Reserve (FED) é um banco privado (Federal só nome) possuído e operado com o objetivo do lucro por um grupo muito poderoso da elite dos banqueiros internacionais.

Se tirar uma nota de dólar da carteira e der uma olhada notará que no topo ela diz “Federal Reserve Note”.

Ela pertence ao Federal Reserve (FED).

O governo dos EUA não pode simplesmente imprimir um novo dinheiro sempre que quiser sob o sistema atual.

Ao invés disso, ele deve obtê-lo do Federal Reserve.

Assim, quando o governo dos EUA precisa tomar mais dinheiro emprestado ele vai ao FED e pede-lhe mais alguns pedaços de papel verde chamados Federal Reserve Notes. O FED permuta estes pedaços de papel verde (notas) por pedaços de papel rosa chamados Títulos do Tesouro dos EUA. O FED então vende estes Títulos do Tesouro americano aos bancos centrais estrangeiros ou mantém os títulos consigo. É este o modo como o governo dos EUA obtém mais pedaços de papel verde chamados “U.S. dollars” a fim de colocá-los em circulação. Mas aos fazer isso, ele incide em ainda mais dívida pela qual terá de pagar ainda mais juros. De modo que todas as vezes em que o governo estado-unidense faz isso, a dívida nacional torna-se ainda maior e passa a dever ainda mais juros sobre aquela dívida aos credores nacionais e estrangeiros.

Os maiores credores estrangeiros do mundo da dívida nacional dos EUA

O secretário do Tesouro, Tim Geithner advertiu que os EUA podem ser obrigados a dar calote em algumas de suas obrigações se os republicanos não concordarem em elevar o teto do endividamento dos EUA (atualmente em US$ 14,3 tri) até 2 de agosto de 2011. (Folha.com)

Começa a perceber o quadro?

Enquanto está a ler isto, a dívida nacional dos EUA é de aproximadamente US$12 trilhões (atualmente 14 trilhões), embora cresça tão rapidamente que é realmente difícil estabelecer um número exato.

Então quanto dinheiro realmente existe nos Estados Unidos de hoje?

Bem, há vários meios de medir isto.

A oferta monetária “M3″ inclui toda a oferta monetária “M2″ mais todos os outros Certificados de Depósito M1 e M0 (depósitos a longo prazo e saldos dos fundos mútuos do mercado monetário institucional), depósitos de eurodólares e acordos de recompra. O Federal Reserve já não mantém registo do M3, mas segundo o ShadowStats.com ele está atualmente em torno dos US$14 trilhões.

Mas, mais uma vez, nem todos este “dinheiro” realmente “existe”.

Então por que é que ele não existe?

É porque o atual sistema financeiro está baseado em algo chamado reserva fracionária.

Quando você entra no seu banco local e deposita US$100, eles não mantêm os seus US$100 no banco. Ao invés disso, mantêm apenas uma pequena fração do seu dinheiro ali no banco e emprestam o restante a alguém. O sistema funciona porque não corremos todos ao banco e exigimos todo o nosso dinheiro ao mesmo tempo.

Segundo o New York Federal Reserve Bank, a reserva bancária fracionária pode ser explicada deste modo…

“Se a exigência de reserva for de 10%, por exemplo, um banco que recebe um depósito de US$100 pode emprestar US$90 daquele depósito. Se o tomador do empréstimo então preencher um cheque para alguém que deposita os US$90, o banco que recebe aquele depósito pode emprestar US$81. À medida que o processo continua, o sistema bancário pode expandir o depósito inicial de US$100 para um máximo de US$1000 de dinheiro: (100+90+81+72,90+… = 1000)”. E os bancos cobram juros e lucram com dinheiro inexistente.

Grande parte do “dinheiro” hoje é basicamente feito a partir do ar.

A verdade é que os bancos hoje são mais livres do que nunca para “multiplicar” dramaticamente as quantias neles depositadas. Mas todo este dinheiro “multiplicado” está apenas no papel, ou seja, números no computador – ele realmente não existe.

A questão é que as medidas mais vastas da oferta monetária (M2 e M3) exageram amplamente quanto “dinheiro real” realmente existe no sistema.

Assim, se o governo dos EUA exigisse hoje todo dólar dos bancos, negócios e indivíduos nos Estados Unidos ele não conseguiria arrecadar US$14 trilhões (M3) ou mesmo US$8,5 trilhões (M2) porque estas quantias são baseadas na reserva fracionária.

De modo que o resultado é isto…

1) Se todo o dinheiro possuído por todos os bancos, negócios e indivíduos dos Estados Unidos fosse reunido hoje e enviado ao governo dos EUA, não haveria suficiente para liquidar a dívida nacional estado-unidense.

2) O único meio de criar mais moeda é incidir em ainda mais dívida, o que torna o problema ainda pior.

Como se vê, isto é o que todo o Sistema do FED foi concebido para fazer. Foi concebido para vagarosamente drenar a riqueza maciça do povo americano e transferi-la para a elite dos banqueiros internacionais.

Trata-se de um jogo concebido de modo a que o governo dos EUA não possa vencer. Tão logo eles criem mais moeda pela assunção de empréstimos com venda de Títulos do Tesouro para Bancos Centrais estrangeiros (dinheiro público estrangeiro), o governo dos EUA deve mais do que foi criado por causa dos juros.

Se você deve mais dinheiro do que alguma vez foi criado você não pode reembolsá-lo.

Isto significa dívida perpétua enquanto o sistema FED existir.

É um sistema concebido para forçar o governo estado-unidense a montantes de dívida sempre crescentes porque não há escapatória.

Naturalmente, se houvessem escutado o muito sábio pai fundador dos E.U.A, Thomas Jefferson, poderiam ter evitado esta confusão colossal…

“Se o povo americano alguma vez permitir aos bancos privados que controlem a emissão do seu dinheiro, primeiro pela inflação e depois pela deflação, os bancos e corporações que crescerão em tornos deles (em torno dos bancos) privarão o povo da sua propriedade até que os seus filhos acordem sem lar no continente que os seus pais conquistaram”.

Esta advertência aplica-se também a todos os outros povos do mundo.

Mas não ouviram, não é?

Poderiam resolver este problema encerrando o Federal Reserve e devolvendo o poder de imprimir o dinheiro ao Congresso dos EUA (o que é aquilo que a Constituição dos EUA estabelece). Mas os políticos fantoches dos banqueiros em Washington D.C. não querem fazer isso, porque a sobrevivência e o poder deles depende da existência do FED. O Federal Reserve é um banco privado possuído e operado com o objetivo do lucro por um grupo muito poderoso da elite dos banqueiros internacionais, eles compram, subornam, chantageam e eliminam pessoas que são contra o sistema.

Assim, a menos que esteja desejoso de mudar fundamentalmente o sistema atual, podem deixar de se queixar acerca da dívida nacional dos EUA e de outros países porque agora é matematicamente impossível liquidá-la.

Isto significa dívida perpétua (escravidão perpétua) do povo americano com os credores enquanto o sistema FED existir. Um calote completo da dívida pode desencadear uma nova guerra mundial?

O original encontra-se em theeconomiccollapseblog.com

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2 thoughts on “Já é matematicamente impossível liquidar a dívida dos EUA

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